à medida que o metal amarelo era encontrado,
muitos núcleos povoados surgiam às margens de rios,
ribeirões e depois nas encostas. Corria o início do
século XVIII.
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Os bandeirantes pululavam por toda a região
aurífera, lançando as bases das atuais cidades
mineiras. Tempos difíceis aqueles. Uma terra virgem,
sem o mínimo conforto, onde tudo tinha que começar
do zero. Por fé e também - por que não?
- por falta do que fazer, ergueram igrejas. As missas foram
durante muito tempo o principal acontecimento social dos mineiros.
Seguiam-se as festas religiosas e demais rituais litúrgicos.
Os templos pareciam brotar do chão, faziam-se presentes
em todo e qualquer povoado que surgia. A arquitetura em Minas
dava seus primeiros passos. De tosca foi tomando contornos
mais sofisticados e únicos.
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No entorno do arraial do Ribeirão do Carmo nasceram
outros povoados, atuais distritos de Mariana. Por muito tempo esquecidos,
hoje estão sendo redescobertos. Escondem verdadeiras jóias
arquitetônicas, tão importantes quanto as encontradas
em cidades coloniais já consagradas. Sem eles a história
de Minas é contada apenas pela metade. Pequenos e relativamente
parados no tempo, dão uma idéia mais próxima
de como eram os antigos arraiais. Podemos destacar os distritos
de Ribeirão do Carmo, Camargos, Santa Rita Durão,
Cachoeira do Brumado, Cláudio Manoel, Monsenhor Horta, Padre
Viegas, Passagem de Mariana e Furquim.

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Atração imperdível é
a Mina da Passagem, em Passagem de Mariana, localizada a cinco
quilômetros da cidade. é uma das pouquíssimas
minas de ouro abertas à visitação no
Brasil, guardando segredos e mistérios que encantam
a todos. A descida para as galerias subterrâneas se
faz através de um trolley, num percurso de 315 metros,
chegando a 120 metros de profundidade, onde se vê um
maravilhoso lago natural. No interior da mina a temperatura
é estável, entre 17 e 20 graus centígrados
em qualquer época do ano. Suas galerias têm cerca
de 30 quilômetros de extensão, ligando subterraneamente
Ouro Preto e Mariana. Desde sua fundação - início
do século XIX - até 1984, foram retiradas aproximadamente
35 toneladas de ouro. Não é preciso muito esforço
para recriar na imaginação o bater ruidoso das
picaretas, o vozerio dos mineiros e o explodir de pólvora
no seu interior.
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Na Rodovia dos Inconfidentes, caminho para Ponte Nova,
existe um roteiro por vários distritos. Cachoeira do Brumado,
além da queda d'água, oferece um artesanato cada vez
mais conhecido pela qualidade de seus produtos. Monsenhor Horta
e Furquim têm as igrejas de São Caetano e Bom Jesus
do Monte, respectivamente, ambas tombadas pelo Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A de Bom Jesus
do Monte tem em frente um Marco de Posse Português raríssimo.
Em direção a Santa Bárbara estão outros
distritos importantes. Camargos possui o que alguns historiadores
alegam ser a primeira igreja construída em Minas. Antônio
Pereira tem as ruínas da igreja Nossa Senhora da Conceição,
destruída por um incêndio, e a Gruta da Lapa. Embora
pertença a Ouro Preto, Antônio Pereira é mais
próximo de Mariana.
Mariana está inserida no Circuito do Ouro e compõe
um dos mais magníficos conjuntos barrocos do mundo. As raízes
de Minas foram definitivamente fincadas nesta cidade. Não
é à toa que tem nome de moça bonita, daquelas
que maravilham os olhos de seus apreciadores.
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