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Avistado de longe, já na estrada a caminho de
Ouro Preto, o Itacolomi desperta a curiosidade de quem passa.
São mais de 1700 metros de altitude, perfeitos para pessoas que
apreciam a prática de caminhadas e o contato com a natureza.
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Localizado no sudeste de Minas, a 110 quilômetros
de Belo Horizonte, o Parque Estadual do Itacolomi foi criado
em junho de 1967. São 7548 hectares de belas e misteriosas
paisagens, pertencentes aos municípios de Ouro Preto e Mariana.
Vales e montanhas cercam o patrimônio histórico e cultural
contidos no parque.
A abundância natural da região está por toda
parte. Coberto por uma vegetação bastante diversificada,
o parque abriga campos rupestres, florestas de candeias
e possui grandes áreas remanescentes da Mata Atlântica.
As quaresmeiras são as árvores predominantes, encontradas
principalmente ao longo dos cursos d'água como o córrego
dos Prazeres e o ribeirão Belchior. Nas partes mais elevadas
das montanhas aparecem os afloramentos rochosos, onde predominam
as gramíneas e ciperáceas, sendo freqüentes as canelas-de-ema.
Também é muito comum encontrar bromélias e exóticas orquídeas,
que atraem a atenção e o interesse dos visitantes.
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O Parque do Itacolomi concentra uma fauna diversificada.
São mais de 400 espécies, conforme o levantamento do Instituto
Estadual de Florestas (IEF), que administra a reserva. Há uma
grande variedade de animais raros, como o beija-flor de gravata,
a lontra e o gato-mourisco. Porém, a região tem sofrido com a
ameaça de extinção de algumas espécies. Dentre elas está o lobo-guará,
a onça parda, o macaco sauá, a ave povó e o tamanduá-mirim. Na
época de seca, os incêndios são uma preocupação constante. Por
isso todo o cuidado é exigido de quem visita o parque.

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Ademais às belezas naturais, o Parque do Itacolomi
reserva expressivos monumentos históricos. Símbolo da ocupação
do território mineiro, a Casa Bandeirista da Fazenda São
José do Manso hoje é museu. Outrora, a fazenda foi uma grande
produtora de chá preto no século XVIII. Lá estão instaladas
as máquinas e alguns objetos referentes ao processamento
do chá. A Chácara do Cintra também chama a atenção. Formada
por admiráveis ruínas, a sede, proveniente do século XVIII,
atrai muitos visitantes.
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Mas a maior atração do parque é conhecer o pico. São
aproximadamente 8 quilômetros, equivalentes a quatro horas de
caminhada leve. A ida, que alterna trechos planos e de subida,
deixa inquietos os visitantes mais curiosos, interessados em alcançar
logo o topo. A volta é mais tranqüila, podendo demorar menos de
duas horas. Vale a pena o esforço. Além do prazer do contato com
a natureza, o Itacolomi proporciona uma das mais belas vistas
de Ouro Preto, Mariana e das montanhas que guardavam e ainda guardam
as minas de ouro. Fica a pergunta: quem serão os novos bandeirantes?
OBS: Para subir até o pico é
necessária autorização. O parque está aberto à
visitação pública. A Revista Idas Brasil orienta
seus leitores a respeitarem as normas do parque.
Sempre vá acompanhado de um guia local autorizado.
Os telefones e site do Instituto
Estadual de Florestas estão na seção "Serviços
e Informações" desta matéria.
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